terça-feira, 6 de agosto de 2013

Outras Arqueologias: Entrevista e comentários

Para a leitura.
Para a leitura.
Saindo um pouco do site Arqueologia Egípcia, aqui estão alguns links interessantes para vocês. O primeiro é uma entrevista que o meu amigo, irmão (de consideração) e também arqueólogo Adriano Santos deu para o blog Para Arkeologos: “Eu quero ser arqueólogo! E daí? Parte II” (http://paraarkeologos.blogspot.com.br/2013/07/eu-quero-ser-arqueologo-e-dai-parte-ii.html).
O Para Arkeologos é editado e escrito pelo o aluno da graduação em Arqueologia da UFS, Thobias Cerqueira.
A segunda sugestão é um texto do Arqueologia e Pré-História (blog no qual também sou autora). Ao final do post em questão tem um ótimo comentário do meu também amigo e Mestre em Arqueologia Luis Felipe Freire: O contexto da Arqueologia Subaquática na Espanha e no Brasil (http://arqueologiaeprehistoria.com/2013/08/05/o-contexto-da-arqueologia-subaquatica-na-espanha-e-no-brasil/).
O terceiro e último link é do site Bitaites, e foi escrito pelo jornalista Marcos Santos. Trata-se do seu comentário acerca do faraó Akhenaton e o programa “Alienígenas do Passado”: O Sol nasce para Akhenaton (Parte I) (http://www.bitaites.org/porreiro-pa/o-farao-akhenaton-e-o-mestre-da-levitacao-capilar-i/).
Dito isto, enjoy! :D

Link:http://arqueologiaegipcia.com.br/aegipcia/2013/08/05/outras-arqueologias-entrevista-e-comentarios/

sábado, 3 de agosto de 2013

CURSO: LEGADO RUPESTRE


14 a 16 de novembro 2013 – Auditório do Quarteirão Leite Alves, CAHL
Ministrantes: Profa Fabiana Comerlato e prof. Carlos Costa
Objetivo: Oferecer um panorama das pesquisas em arte rupestre no Brasil e no Mundo. Caracterizar e reconhecer as Tradições arqueológicas referentes às representações rupestres brasileiras. Discutir os principais problemas teóricos e metodológicos dos estudos em arte rupestre. Avaliar as demandas sociais e científicas em relação ao patrimônio rupestre brasileiro.
Carga horária: 12 horas.
Horários: dias 14 e 15, das 14 às 18 horas e dia 16 (sábado) das 8 às 12 horas.
Inscrições: pré-inscrição através do envio das seguintes informações (NOME COMPLETO, INSTITUIÇÃO, EMAIL) para " reconcavoarqueologico@gmail.com", até o dia 26 de novembro.
Valor da inscrição: doação de 1 livro de histórias (com material resistente e próprio para crianças de 3 a 5 anos). As doações serão encaminhadas para a Escola Paroquial de Cachoeira.
Certificação: Aos participantes que obtiverem o mínimo de 75% de frequência serão conferidos certificados de participação de 12h, emitidos pela Pró-Reitoria de Extensão da UFRB.
Maiores informações: escreva para o email reconcavoarqueologico@gmail.com"


Arqueologia na Caixa Cultural



Publicação: 03/08/2013 10:56 Atualização:


Cerâmicas, cachimbos, figuras votivas e estátuas estão entre as 70 peças arqueológicas do período escravista da exposição Marcas da alma: uma viagem pela cultura afro-brasileira através das marcas corporais. Com palestra do curador Wagner Bornal, hoje, às 19h, a mostra será aberta na Caixa Cultural Recife (Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife) e fica em cartaz até 29 de setembro.
Serão exibidas dez fotografias de Christiano Jr, que contam a história da presença africana no Brasil através das marcas étnicas no Rio de Janeiro de 1860. As peças da mostra são fruto de mais de 20 anos de escavações em São Sebastião, em São Paulo. Entrada franca.

Link:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2013/08/03/internas_viver,454090/arqueologia-na-caixa-cultural.shtml

A arte da antiguidade clássica é tema de palestra na Fundação Ema Klabin

Fundação Cultural Ema Gordon Klabin em

A partir de agosto, a Fundação Ema Klabin, em parceria com o Departamento de História da Arte da UNIFESP, promoverá uma série de palestras mensais gratuitas sobre arte. A primeira delas A arte da antiguidade clássica acontece no dia 3 de agosto, das 10h às 12h e será ministrada pelo doutor em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, José Geraldo Costa Grillo.
link:http://catracalivre.com.br/geral/rede/barato/a-arte-da-antiguidade-classica-e-tema-de-palestra-na-fundacao-ema-klabin/

Crânio em vasilha é encontrado em sítio arqueológico mexicano


02/08/2013 17h51 - Atualizado em 02/08/2013 17h52

Decapitado era um homem jovem, possivelmente um guerreiro.
Oferenda achada na capital do México tem cerca de 500 anos.

 

O Instituto Nacional de Arqueologia e História do México (Inah) anunciou que uma oferenda de um crânio humano dentro de uma vasilha foi encontrada perto dos restos do templo maior do sítio arqueológico de Tlatelolco, que fica na capital do país.
Segundo o arqueólogo Salvador Guillem, a cabeça é de um homem jovem, provavelmente um guerreiro inimigo do povo local. Pela profundidade em que a peça foi encontrada, estima-se que tenha sido colocada ali há cerca de 500 anos, ou seja, antes da dominação do México pelos espanhóis.

Crânio é de um homem jovem (Foto: Divulgação/Inah)Crânio é de um homem jovem (Foto: Divulgação/Inah)
 

Arqueologia da garrafa

Conforme os pessimistas esperavam, o mistério da garrafa não passou de uma burocrática correspondência à posteridade, datada de 25 de janeiro de 1932, registrando em ata a colocação da estátua de Tiradentes em seu local atual e a existência de outro recipiente num buraco mais embaixo. Por outro lado, os otimistas esperavam encontrar na garrafa do escultor João Turin o mapa do tesouro do Pirata Zulmiro, com o traçado subterrâneo milagroso para as obras do metrô.    
Dias antes da solene abertura da garrafa, a professora e historiadora Cassiana Lacerda já havia advertido ao Fã Clube dos Caçadores da Arca Perdida que tudo não passaria de mais uma ficção arqueológica inspirada no pior do History Channel: “Grande fato e feito cultural. A incrível garrafa parece conter documentos. O que não soa nada incomum, pois de há muito são colocados documentos ligados à obra inaugurada, em recipiente a ser aberto no futuro. (...) Anuncia-se, agora, cerimônia solene da abertura da garrafa, com a presença de testemunhas notáveis, prefeito, representante do IPHAN, etc. Ou é falta de história, ausência de dimensão dos fatos, cujo burburinho começou com o `sumiço´ da estátua para restauro, tudo graças à ausência de uma placa indicativa, falta de assunto, em termos de realizações na área cultural ou, certamente, autopromoção de envolvidos com o `achado´ de Aladim. No mínimo, provincianismo. No fundo, tudo para pegar o embalo da boa repercussão do presente dado ao Papa”.
A professora Cassiana talvez tenha sido uma tanto severa ao julgar os admiradores de Harrison Ford. É bem verdade que o conteúdo da garrafa não teve a tão esperada repercussão junto à comunidade científica, no entanto o evento serviu para os curitibanos ganharem ciência das muitas “cápsulas do futuro” espalhadas pela cidade. Algumas são pequenas garrafas, em Santa Felicidade são garrafões de vinho, outras em caixa de sapatos. As mais importantes são arcas enterradas na inauguração de praças e logradouros públicos, como bem lembrou a professora Cassiana.
Dessas “arcas perdidas”, a mais notável está enterrada na Praça 29 de Março. Inaugurada em 14 de novembro de 1966, no último dia da gestão do prefeito Ivo Arzua (com show de Chico Buarque cantando “A banda”), foi construída na propriedade de Juca Luz, depois passada para a família Mann, num descampado conhecido como Campo da Galícia, onde imperava o glorioso Poty Sport Clube.
O mais notável na inauguração da Praça 29 de Março foi o discurso proferido por um menino prodígio chamado Rafael Valdomiro Greca de Macedo. No dia em que abrirem aquela arca, sem dúvida, lá estará na íntegra o discurso de Rafael. E talvez uma carta predestinando aquele piá para a Prefeitura de Curitiba.

Link:http://www.parana-online.com.br/colunistas/67/98011/

Enterrados e esquecidos

Arqueólogos descobrem misterioso cemitério do século 17 em Recife. Enterrados em uma região inabitada à época, os esqueletos de homens jovens ainda não têm identidade conhecida e levantam variadas hipóteses sobre sua origem.
Por: Sofia Moutinho
Publicado em 01/08/2013 | Atualizado em 01/08/2013
Enterrados e esquecidos
A história por trás do cemitério descoberto ainda não é conhecida. Por enquanto, os pesquisadores se dividem entre as hipóteses de que os esqueletos sejam de judeus, soldados ou homens do mar. (foto: Fundação Seridó)
Trinta e oito esqueletos masculinos estendidos lado a lado sem roupas mortuárias ou artefatos. Foi com essa situação que uma equipe de arqueólogos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Fundação Seridó se deparou ao fazer a escavação preventiva de uma área da favela de Pilar, em Recife, onde será construído um complexo habitacional do governo do estado. A identidade e o grupo cultural dos corpos ainda não foram desvendados pelos pesquisadores, mas suscitam diferentes hipóteses sobre sua origem e a evolução da cidade a partir do século 17.
A maioria dos esqueletos foi encontrada com os braços cruzados sobre o peito, o que indica que o local provavelmente era um cemitério organizado. Os corpos também não apresentam vestígios de roupas. Os arqueólogos acreditam que tenham sido enterrados com uma mortalha de tecido fino que já se degradou.
Matos: “Pela formação da arcada dentária, é muito provável que se trate de caucasianos, de origem europeia”
O achado veio justamente quando os pesquisadores da Fundação Seridó procuravam por um antigo cemitério de escravos que se acredita que tenha existido na região. A descoberta logo suscitou especulações entre a população, mas os pesquisadores ressaltam que ainda é cedo para fazer afirmações sobre quem eram os mortos.
“Temos certeza de que se trata de um cemitério porque estão todos os esqueletos na mesma posição, com crânio e bacia voltados para o leste, e no mesmo nível de profundidade, mas não podemos fazer muitas outras afirmações”, disse a arqueóloga Manuela Matos durante a apresentação do estudo na 65ª Reunião Anual da SBPC. “Pela formação da arcada dentária, é muito provável que se trate de caucasianos, de origem europeia.”
Esqueletos
Foram encontrados 38 esqueletos de homens jovens, 14 deles já estão sendo analisados. (foto: Fundação Seridó)
Uma das possibilidades levantadas é de que o local tenha sido um cemitério de judeus, que são tradicionalmente enterrados sem roupas. A hipótese ganha força por causa de registros históricos que indicam uma grande ocupação de judeus na região em torno no século 17.
Mas existe ainda a chance de se tratarem de trabalhadores do mar ou soldados. A ideia se baseia na grande quantidade de fraturas de ossos que poderiam estar ligadas a ambas as profissões. “Um dos esqueletos tem fratura da clavícula cicatrizada e quatro apresentam escoliose, o que indica que carregavam peso”, disse o bioarqueólogo Sérgio Monteiro, da UFPE. “Outro tem um tumor ósseo na tíbia, provavelmente decorrente de queda e batida, e os dentes apresentam sinais de uso de cachimbo.”
A teoria dos soldados tem ainda a seu favor a ausência de vestimentas, que poderia ser explicada pelo reaproveitamento dos uniformes e pelo fato de os sepultamentos estarem próximos do antigo Forte de São Jorge, construção bélica do século 16.

À margem 

O local onde o cemitério foi encontrado era conhecido como Fora de Portas durante o início do século 17, por ficar além das portas da cidade de Recife. Os arqueólogos e historiadores acreditam que o cemitério seja daquela época porque está em uma camada mais profunda que os alicerces das primeiras casas construídas na região, que liga Recife à Olinda.
Localização
O mapa mostra a localização do cemitério em relação ao local onde ficava a porta da cidade de Recife e o Forte de São Jorge. (foto: Fundação Seridó; modificado de MENESES, José Luis, Atlas Histórico Cartográfico do Recife)
“Esse trecho do bairro não era habitado nos séculos 16 e 17, as casas só começaram a surgir depois de 1680, quando o Forte de São Jorge foi transformado em Igreja”, comentou o historiador Antonio Moura, da UFPE.
Moura chamou a atenção para o fato de não haver registros desse cemitério em documentos da época. O historiador acredita que a memória dos sepultamentos pode ter sido esquecida propositalmente, por interesse de algum grupo. “A memória dos enterros desapareceu em algum momento e o local passou a ter moradias”, apontou.
Os pesquisadores acreditam que a memória dos sepultamentos pode ter sido esquecida propositalmente
Já a historiadora Socorro Ferraz, da UFPE, pensa diferente. Segundo ela, a região era habitada por pessoas pobres, que, sem opções, não se importariam de ocupar o cemitério. “Esse lugar sempre foi ocupado por classes menos abastadas, fora das portas da cidade moravam os pobres, o ‘povo’”, disse. “Os ricos não querem morar onde foi um cemitério, mas, para os pobres, que não têm onde morar, isso não é uma questão.”

À espera de mais dados

As dúvidas ainda são muitas. Mas os arqueólogos esperam obter mais respostas com a datação e a análise do DNA dos esqueletos, que poderão determinar a etnia dos homens e a época em que viveram. Para a arqueóloga que chefiou as escavações, Gabriela Martin, da Fundação Seridó, o caso ilustra bem o fazer arqueológico.
“As pessoas pensam que a arqueologia é isenta por se deter em dados materiais”, refletiu. “Mas, na prática, existem muitos interesses ideológicos e políticos envolvidos na interpretação dos dados.”
A pesquisadora acredita que a comunidade judaica esteja torcendo para que os esqueletos sejam do seu povo. Por outro lado, a comunidade afrodescendente também teria interesse que o cemitério fosse de seus antepassados. “Mas temos antes de tudo um compromisso com a verdade e, para que a subjetividade seja cada vez menor, temos que nos apoiar nas outras ciências, como a química e a física envolvidas nas análises de DNA.”

Sofia Moutinho
Ciência Hoje On-line

Link:http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/enterrados-e-esquecidos