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sexta-feira, 26 de julho de 2013

FELIZ DIA DO ARQUEÓLOGO! Bom... então vamos refletir?


 


Conta uma lenda popular do Oriente que um jovem chegou a beira de um oásis junto a um povoado, aproximou-se de um velho e perguntou-lhe:
Que tipo de pessoa vive neste lugar?”
Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?”, perguntou por sua vez o ancião. “Oh, um grupo de egoístas e malvados.”, replicou o rapaz. “Estou satisfeito de haver saído de lá.”
A isso, o velho replicou: “A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.” No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?” O rapaz respondeu: “um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.” “O mesmo encontrará por aqui.”, respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho: “Como é possível dar respostas tão diferentes a mesma pergunta? Ao que o velho respondeu:
Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto.

-Nossa Thobias que profundo!
-He, he, he. Dia do Arqueólogo, tinha que vir com algo mais profundo. Mas enfim vamos ao artigo.

Que raios eu quero dizer com isso. Que hoje não é um dia de (só) celebração. Ou um simples parabéns. Mas acima de tudo. E principalmente por tudo que estamos passando, por esses anos é um dia de reflexão para que possamos realizar transformações e essas transformações dependem de nossa perspectiva sobre as atitudes que foram tomadas e o que estamos realmente fazendo para que essas transformações aconteçam.

Creio que se o dia do Arqueólogo serve para algo, deveria ser para pôr a mão na massa e/ou botar nossos cérebros para funcionar. Como estamos agindo? A única coisa que estamos fazendo é tecer críticas. Falaremos de verdades sobre graduações ou sobre aquele que finalmente entra para o ciclo profissional. Conseguir algo na Arqueologia não é algo que depende dela, mas de cada um de nós. E o que queremos encontrar nesse nosso “Oásis” depende inteiramente de nossas intenções que já temos ao chegar nele.

Como disse, a Arqueologia não escolhe nosso destino, nós que escolhemos o que fazer com ela. E como esta influenciará em nossas vidas. É muito mais fácil procurar culpados (alunos, professores, SAB) ou sonhar numa Arqueologia feita para uma realidade que não é nossa (Arqueologia na França, Inglaterra). Claro que refletir sobre elas não é nenhum problema, muito pelo contrário, agora achar que estas são as soluções de nossos problemas...hum, talvez não. Lembra até um Brasil que antigamente tentava se mostrar europeu a todo custo, mas começou a se tornar legítimo quando descobriu o acarajé da baiana, o forró, os caipiras entre outras figuras populares.

Quando quisermos mudar nossas realidades, quando quisermos encontrar aquilo que queremos devemos trabalhar para que este se torne algo real, palpável. Não, o mundo não é ideal, mas estudantes não são culpados pelos problemas que temos ou professores. Nós somos uma comunidade e todos queremos de nossa própria forma uma Arqueologia melhor, legítima. 

Trabalhamos e vamos trabalhar mais, nos empenhar, e principalmente vamos ver e incentivar as conquistas que conseguimos, pois elas são as primeiras de muitas que virão e como todo elemento novo que surge numa sociedade, classe, gerará conflitos e exatamente este ponto é que fará com que cresçamos, mudemos, e atinjamos nossas metas.

Então agora sim! Depois de uma reflexão me sinto um pouco melhor em dizer. Feliz Dia do Arqueólogo!

Saudações da equipe Para Arkeologos.