sexta-feira, 19 de julho de 2013

Viramos notícia!!!!

Parabenizamos e agradecemos a todos pelo trabalho no Alvaiázere - PT. Pelo trabalho e competência.

Somos notícia lá fora!!!

Parabéns também a equipe do paraarkeologos e seu reconhecimento apesar do pouco tempo de trabalho.

Abaixo segue o link onde somos citados.

Alvaiázere é notícia no Brasil
08-07-2013



São mais de 15 jornais e revistas que referem os trabalhos na Gruta do Bacelinho, lugar da Porta, coordenados pelo IPT, sob a responsabilidade científica de Alexandra Figueiredo e com a participação de uma equipa interdisciplinar e de alunos de Arqueologia da UNISUL (Brasil).
O Museu e a C.M. Alvaiázere apoiam estes trabalhos que consideram vitais para a compreensão da história e da identidade alvaiazerense.
No âmbito deste projeto, o Museu Municipal de Alvaiázere em pareceria com o IPT, a UNISUL e a UAL, organizou um conjunto de iniciativas das quais se destacam: “Arqueólogo por um dia”, “Seminário luso-brasileiro” e “Dia da arqueologia subaquática”, as quais são destinadas a todos os interessados

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Claro que fizemos questão de marcar nosso site hehehe!

Links das várias notícias publicadas:
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/06/arqueologos-de-universidade-de-sc-exploram-gruta-de-portugal.html
http://paraarkeologos.blogspot.com.br/2013/06/arqueologos-de-universidade-de-sc.html
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=87767 http://www.jinews.com.br/home/ver.php?id=212433
http://www.notisul.com.br/n/geral/gruta_ocupada_na_epoca_romana_e_estudada-42169
http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=18191
http://www.belasantacatarina.com.br/noticias/2013/06/26/Arqueologos-da-Unisul-exploram-gruta-da-epoca-romana-em-Portugal-10128.html
http://www.diariodosul.com.br/?pag=noticias&cod=12377
http://www.portalrcr.com.br/radios/montecarlo/noticias-regionais/53867-arqueologia-gruta-ocupada-na-epoca-romana-e-estudada
http://www.unisul.br/wps/portal/unisul-hoje/Noticia/?id=165590


Galeria de Fotos
Link do site: http://www.cm-alvaiazere.pt/default.aspx?module=NoticiaDisplay&ID=518

Esqueleto humano do século 16 é encontrado em obras na Madalena




Sepultamento judaico é encontrado em escavações de obra no Recife

 18/07/2013 15h40 - Atualizado em 18/07/2013 20h13 

O esqueleto completo, de um sepultamento judaico, possivelmente do século 16, foi encontrado pela equipe do Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que vem acompanhando as escavações da obra do Túnel da Abolição, no Recife.
O achado surgiu a pouco mais de um metro e meio de profundidade. Os técnicos usaram pincel para tentar preservar os ossos, já bastante degradados.
O coordenador do Laboratório de Arqueologia, Marcos Albuquerque, explicou por que a certeza da origem judaica. "Na tradição cristã, normalmente os braços são cruzados sobre o tórax ou sobre a bacia. No caso de um sepultamento judaico, a primeira providência antes que seja iniciado o processo de rigidez cadavérica é colocar o corpo estirado, com os braços ao lado do corpo, que está despojado de qualquer pertence, de qualquer joia, como é comum na tradição cristã. Na tradição judaica, todos são enterrados com o mesmo tipo de mortalha e sem mobiliário funerário. O esqueleto é de um adulto. Para definir exatamente a datação, teríamos que retirar um pedaço do osso para fazer o teste de carbono. Mas em respeito à questão religiosa, se houver a possibilidade, achamos por bem deixá-lo permanecer no local, coberto com um lençol".
De acordo com o topógrafo da obra, José Felix, o esqueleto vai poder permanecer no local. "A ossada encontra-se embaixo da linha de limite do meio-fio da alça de retorno, não estando dentro da área do túnel".

O Túnel da Abolição integra o corredor viário Leste-Oeste e vai ser construído para tentar diminuir os engarrafamentos no bairro da Madalena. Desde abril, os arqueólogos já encontraram dezenas de peças com interesse histórico, como uma moeda imperial, fragmentos de louça e os resquícios de um trilho do bonde que ia em direção ao Prado e à Avenida Caxangá.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) fez um contrato com a UFPE para que toda a escavação fosse acompanhada por arqueólogos.
A obra teve início no mês de março. Com a construção do túnel, a Secretaria das Cidades espera desafogar o trânsito em um dos pontos de maior congestinamento do Recife. O túnel, orçado em R$ 16 milhões, terá 287 metros de extensão e nove de largura, com três faixas de rolamento num sentido único. Ele terá início na Rua Real da Torre, ao lado do Museu da Abolição, vai passar por baixo do encontro entre a Rua Benfica e a Avenida Caxangá e sairá pela Rua João Ivo da Silva.

Abaixo segue os links com as reportagens e os vídeos que são de locais diferentes.

Vídeo do Youtube clique aqui!

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/07/sepultamento-judaico-e-encontrado-em-escavacoes-de-obra-no-recife.html


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Homem moderno herdou gene de sistema imunológico dos Neandertais.

Estudo mostra que Neandertais e homem de Denisova introduziram variações de gene fundamental para o sistema imunológico do corpo

Alessandro Greco, especial para o iG | 25/08/2011 16:52




Foto: AP Ampliar


Estátuas representando neandertais, na Alemanha: gene HLA foi herança deles e do homem de Denisova
A relação entre os primeiros homens modernos e dois de seus ancestrais, os Neandertais e o homem de Denisova, parecem ter sido essenciais para que variantes de um gene fundamental para o sistema imunológico aparecessem pela primeira vez no genoma humano. É o que mostra uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (25) no periódico Science.

O gene, o HLA, é conhecido por sua importância para o sistema imunológico. “Ficamos muito surpresos com o resultado. Primeiro por variantes arcaicas do HLA terem tanta influência no HLA moderno em comparação com a extensão da mistura genética. Segundo, pelo estudo de um Denisova e três Neandertais ter nos dado tantas informações sobre a evolução do HLA na população humana moderna”, afirmou ao iG Peter Parham, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, um dos autores do artigo. E completou: “A descoberta mostra o tamanho da importância do mecanismo de recombinação genética para criar diversidade no sistema imunológico e que o cruzamento entre humanos arcaicos e modernos foi um mecanismo poderoso de recombinação que permitiu a aquisição de funções novas e refinadas”.

Foi a primeira vez que se provou, segundo ele, uma transferência de genes arcaicos para o homem moderno. “Do meu conhecimento, estes diversos fatores HLA são os primeiros exemplos de genes funcionais sendo transferidos do humanos arcaicos para modernos”, afirmou.


Os tipos de HLA originários dos Denisovas (de quem se conhece apenas um osso de dedo e um dente) e dos Neandertais acabaram se fixando em populações da Europa/Ásia e do Pacífico Sul e atualmente estão presentes em mais da metade da população da Europa/Ásia.
As variações teriam sido adquiridas quando o homem moderno saiu da África. Estes não devem ser, no entanto, os únicos genes a terem sido transferidos para o homem moderno desta forma. “O sistema reprodutivo e nervoso provavelmente também incluem variantes de genes adquiridos”, explicou Parham. Parte da base do trabalho apresentado pelo periódico foi baseado no trabalho da pesquisadora brasileira Maria-Luiza Petzl Erler, da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.

Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/homem+moderno+herdou+gene+de+sistema+imunologico+dos+neandertais/n1597177294892.html

Cientistas sequenciam genoma de hominídeo extinto da Ásia.


30/08/2012 18h44 - Atualizado em 30/08/2012 18h44
Homem de Denisova viveu há cerca de 40 mil anos.

Existência da espécie foi descoberta em 2010.

Do G1, em São Paulo
2 comentários
Cientistas publicaram nesta quinta-feira (30) os resultados da análise do genoma de um hominídeo que viveu na Ásia há cerca de 40 mil anos. O estudo traz mais informações sobre o modo como os ancestrais do ser humano e outras espécies da mesma família se espalharam pelo planeta naquela época.
O homem de Denisova foi descoberto em 2010 por uma equipe liderada por Svante Pääbo, do Instituto de Antropologia Evolucionária, em Leipzig, na Alemanha. Denisova é o nome da caverna onde ele encontrou o pedaço de um dedo de uma garota pertencente à espécie, até então desconhecida. Essa caverna fica no sul da Sibéria, na Rússia.

Osso da menina da espécie de Denisova, comparada com a mão de um humano moderno (Foto: Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva)Osso da menina da espécie de Denisova, comparada com a mão de um humano moderno (Foto: Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva)
Desse pedaço de dedo, Pääbo retirou o DNA para análise do genoma. A pesquisa publicada pela revista “Science” compara esse material ao de humanos modernos de diferentes origens étnicas, e também ao do homem de Neandertal, um hominídeo que viveu na Europa na mesma época em que o Denisova.
A pesquisa confirmou os resultados de um estudo anterior, que mostravam traços genéticos do homem de Denisova em populações nativas da Oceania e do Sudeste Asiático. No leste da Ásia e na América do Sul, os nativos são mais próximos do homem de Neandertal.
saiba mais
    Só com o material genético da garota, os cientistas conseguiram perceber as diferenças entre os cromossomos que vieram da mãe e do pai. A partir daí, eles conseguiram ter uma noção da variedade genética da espécie.
    A pesquisa concluiu que a variedade de genes dos humanos modernos é bem maior do que a do homem de Denisova. Isso demonstra, segundo os autores, que essa espécie se expandiu rapidamente por uma grande área de terra.
    Outro mérito do estudo foi descobrir cerca de 100 mil alterações do genoma humano que aconteceram depois que humanos modernos e homens de Denisova se separaram na evolução.
    “Essa pesquisa vai ajudar a determinar como as populações de humanos modernos se expandiram dramaticamente em tamanho e complexidade cultural, enquanto os humanos arcaicos vieram a definhar e se tornaram fisicamente extintos”, afirmou Pääbo.
    Entrada da caverna Denisova, na Rússia (Foto: Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva)Entrada da caverna Denisova, na Rússia (Foto: Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva)

    quarta-feira, 10 de julho de 2013

    Pesquisador aponta que a arqueologia amazônica é ignorada pelo poder público.

    O pesquisador Eduardo Góes Neves recebeu a reportagem do Portal acritica.com e falou sobre a imensa riqueza arqueológica do Amazonas. Ele demonstrou sua frustração quanto à falta de interesse do poder público para estabelecer no Estado um centro de pesquisa institucionalizado

    Eduardo Góes Neves pesquisa vestígios arqueológicos no Amazonas
    Eduardo Góes Neves pesquisa vestígios arqueológicos no Amazonas (Ney Mendes/ACRITICA)
    Professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Góes Neves vem regularmente à região amazônica. Em Manaus, coordena o laboratório de arqueologia que reúne milhares de peças retiradas da área de influência do gasoduto Coari-Manaus.
    Relator do projeto que propôs o tombamento do Encontro das Águas no Conselho Consultivo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), ele voltou a defender arduamente a proteção da área. Leia a seguir trechos da entrevista:
    Como o senhor avalia o desenvolvimento dos estudos arqueológicos na Amazônia e no Amazonas?

    Se a gente olhar na Amazônia percebe que outros Estados estão com as perspectivas mais avançadas do que no Amazonas. Na Universidade Federal do Pará (UFPA) temos uma pós-graduação em Arqueologia. Temos um curso de graduação na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), em Santarém. Em Rondônia a gente tem uma graduação e no Acre, o governo criou uma área de arqueologia ligada à Fundação Elias Mansur. Aqui no Amazonas, por uma razão misteriosa, que não consigo entender, o avanço da arqueologia é mais lento do que outras partes do Brasil da região Norte. O que é uma pena. No Amazonas, o único laboratório que está bem organizado é o do Instituto Mamirauá, em Tefé.

    Temos duas instituições públicas, Ufam e UEA. O que elas desenvolvem?

    A Ufam não abre vaga para arqueólogo. Temos hoje dois professores visitantes. A UEA criou um curso que vai acabar. Nunca teve uma sede. Durante quatro anos funcionou numa sala emprestada de uma escola municipal em Iranduba. Nunca mais feito um segundo vestibular. O curso funciona na base da boa vontade.

    Como surgiu o laboratório de arqueologia que o senhor coordena em Manaus?

    Quando a Petrobras fazia o licenciamento do gasoduto Coari-Manaus, o Iphan não queria conceder autorização porque já tinham experiência (ruim) prévia no poliduto Urucu-Coari. Alguns sítios foram destruídos ali e algumas peças foram guardadas em Belém. As coleções do Amazonas não ficavam no Estado. Por isso, o Iphan não queria licenciar. Então fizemos uma proposta: montar um laboratório nesta casa, em Manaus. Ao longo do caminho, a gente encontraria um lugar para a guarda definitiva. Formalmente, a guarda é da USP, mas não queria fazer isso, levar para São Paulo. Temos que fortalecer a arqueologia aqui no Estado, criar condições para que as coleções fiquem aqui. Há materiais científicos (no acervo). Tem gente que fez mestrado e doutorado em cima disso.

    O senhor, anos atrás, tentou construir um centro de pesquisa em Iranduba, que não avançou. O que aconteceu?

    Sim, havia um recurso da Petrobras que seria para construir um centro de arqueologia no Amazonas, inicialmente ligado à UEA, em Iranduba. Isso foi no primeiro mandato do prefeito Nonato Lopes. Mas ele nos deu um termo de desapropriação que era falso. O dinheiro acabou sendo usado para a reforma do Palacete Provincial, em Manaus.

    Por que Iranduba foi escolhida para receber esse Centro?

    Iranduba é uma das regiões mais ricas da arqueologia brasileira e na América do Sul inteira. É uma grande mesopotâmia porque tem dois rios, o Negro e o Solimões.  Com a ponte, a vida da cidade vai mudar de maneira irreversível. A tendência é que fique mais ligada a Manaus, o que é muito bom para quem mora lá, e para Manaus também. Mas vai ter um processo de favelização de um lado, e construção de condomínio fechado de outro. A cidade vai ficar com identidade diluída.


    De que forma o município ganharia com este projeto?

    A nossa ideia era aproveitar o patrimônio arqueológico, criar uma espécie de identidade, como em Icoaraci, perto de Belém (PA), onde há atividade dos oleiros, que fazem réplicas de cerâmica marajoara. Iranduba já tem olaria. A gente poderia tentar fomentar, por exemplo, uma produção de réplicas de peças arqueológicas para vender em turismo. Mas o prefeito nunca teve interesse, nunca viu dessa maneira. A Petrobras iria pagar. A prefeitura iria doar o terreno. Seria maravilhoso. Teria curso de graduação, centro de pesquisa com museu. Só que muita gente não quis.


    Qual foi o impedimento para a construção do Centro?

    Infelizmente aqui no Amazonas, os manauaras querem tudo para si e nada para o interior. Mesmo em Iranduba, que é do outro lado do rio. Existe uma elite cultural aqui de Manaus que nunca gostou dessa ideia. O projeto tinha um perfil mais democratizante, de acesso, trabalhar com os moradores locais, os caboclos. Com a ponte, esse patrimônio está muito ameaçado.


    Como os estudos da arqueologia podem ajudar a entender melhor a Amazônia?

    Hoje em dia a questão ambiental é política também. Uma das regiões mais complexas é a Amazônia. A pergunta é: o que fazer com a Amazônia? Vamos criar gado, plantar soja, montar telefone celular? Quais são os projetos? O mundo inteiro olha para nós. A arqueologia tem a ver com o passado, não com o futuro, mas ela mostra para a gente que durante anos havia um mito, e muita gente ainda acredita nisso, de que na Amazônia não tinha ninguém, que é um ambiente é difícil para a condição humana. A arqueologia mostra justamente o oposto. Aqui tivemos populações numerosas.


    É o caso de Iranduba?

    Em Açutuba (Iranduba) existem três quilômetros de sítio arqueológico na beira do rio. Era uma cidadezinha ocupada. A gente encontra peças de cerâmica maravilhosas, de pedra lascada. É um tesouro de informações. Temos também a terra preta. São solos estáveis. Qual o problema que temos na agricultura tropical? O pessoal coloca adubo, fertilizante, mas chove muito, e depois de três e quatro anos isso é tudo lavado. E a terra preta é um solo que não perde a sua fertilidade. Tem estabilidade muito grande. Tem gente do mundo inteiro tentando entender como funciona, para tentar criar alguns parâmetros para a agricultura.

    O senhor acha que empreendimentos desenvolvidos na região, como a Ponte Rio Negro, podem destruir esta riqueza?

    As terras pretas vão ser destruídas. Sou muito cético. Sabe por quê? Porque elas estão ou em locais onde o pessoal faz roça, ou então nos lugares bonitos, na beira do rio. Vão fazer um monte de condomínios ali.


    Um dos principais argumentos dos defensores das grandes obras é a necessidade do progresso e do desenvolvimento. É possível conciliar desenvolvimento e proteção?

    Ninguém pode ser contra o progresso. Trabalho há 16 anos no Iranduba e cansei de esperar balsa. A ponte é maravilhosa, mas as pessoas têm problemas de saúde. O mundo está caminhando para uma perspectiva de progresso com equilíbrio ambiental e social – o que não aconteceu aqui. Há uma elite, muita gente que não é nem daqui que acaba enriquecendo e não tem compromisso. Acho que, no caso da ponte Rio Negro, teria que haver um programa de acompanhamento de patrimônio arqueológico de Iranduba. Temos bases de dados. Definir as áreas de patrimônio, pensar em zoneamento. Tem que fazer direito. Só que fazer direito não permite fazer falcatrua.


    Como é o seu trabalho na região amazônica?

    Fiz meu doutorado na região do Alto Rio Negro, onde estou retomando alguns trabalhos. Vou continuar aqui. Tenho um projeto em Tefé, na região de Mamirauá, de mapeamento arqueológico. Outro projeto é no baixo rio Negro. Agora estou também no Alto Madeira.


    Como o senhor descreve seu atual trabalho nestas áreas?

    Quero entender as relações das populações da Amazônia com o meio ambiente ao longo do tempo. A minha ideia é criticar a noção meio racista de que a floresta não é um lugar bom pra se viver, de que quem vive na floresta está condenado ao atraso. Estou tentando demonstrar o contrário. Que o Amazonas é propício para a ocupação humana, que a gente tem evidências que as populações vivem aqui há milhares de anos e que existem modos de vida adaptada à floresta.


    Como o senhor insere a arqueologia feita na Amazônia na arqueologia mundial?

    A arqueologia amazônica, no âmbito da arqueologia das Américas, é uma área de destaque. O que me deixa frustrado é ver (claro que existem pessoas bem intencionadas) que institucionalmente o Amazonas não consegue dar conta da importância disto. É uma questão política, de falta de interesse.


    Se fôssemos fazer um mapa sobre a riqueza arqueológica do Amazonas, quais as áreas que o senhor apontaria?

    Toda a região. Não tem lugar que você não vá e não encontra material arqueológico. Mas têm algumas áreas realmente impressionantes. A região do Encontro das Águas é interessante. A região de Parintins, Silves, o baixo Amazonas todo é muito rico em cerâmicas de períodos antigos. É uma fronteira entre Pará e Amazonas. Já foi uma fronteira cultural importante.


    Qual a explicação para esta riqueza?

    Você está perto na boca do rio Madeira e da boca do rio negro. Os dois maiores afluentes se encontram aqui nessa região. É uma hipótese muito antiga. Sempre foi uma reunião de trânsito para as pessoas e de contato cultural. Mas há também em Borba, Humaitá, o Alto Solimoes.


    Qual a parcela de Manaus?

    A última contagem que a gente tinha feito apontou mais de 40 sítios só na zona urbana de Manaus. Temos o caso emblemático do sítio Nova Cidade, que foi destruído pela Suhab (Secretaria Estadual de Habitação). Em outros lugares do mundo com essa riqueza, o local estaria sendo usado para atrair turistas. O que me entristece é ver Manaus indo pro mesmo caminho que São Paulo foi.


    O senhor foi relator do tombamento do Encontro das Águas. Como está esse processo?

    Vejo assim: de um lado, a Coca-Cola e a Vale do Rio Doce. De outro, ribeirinhos, alguns cientistas e intelectuais e sociedade civil. Se a gente desce da Panair até o Encontro das Águas é uma tragédia. Tem lá o Chibatão, Passarão, Usina do Mauazinho, depois tem a Ceasa. Nos últimos 30 anos a gente destruiu um dos lugares mais bonitos do mundo, o rio Negro, por causa de interesses econômicos de curto prazo. E o Encontro das Águas é a última encarnação desse processo. Fazer um porto ali próximo é o equivalente uma pedreira no Pão de Açúcar e uma barragem nas Cachoeiras do Iguaçu. Numa nação globalizada, o país precisa ter símbolos. O Encontro das Águas é um símbolo da miscigenação. Tem valor simbólico, afetivo, histórico.


    O fenômeno também está associado aos estudos da arqueologia e da história?

    Aqui na Amazônia a gente tem uma dimensão do patrimônio cultural. A gente tem ideia de natureza intocada. A arqueologia mostra que essa natureza foi modificada. O Castanhal não é natural, é cultural. Quem plantou foi um índio, um caboclo. A terra preta não é um solo natural, mas cultural. Foi atividade humana. O patrimônio natural e cultural é muito ligado. O Encontro das Águas é maravilhoso. É um monumento natural, mas é uma paisagem cultural. Cercado de sítios arqueológicos. Isso tudo compõem um quadro que mistura natureza e cultura. É uma visão moderna, sofisticada sobre o patrimônio.


    O que o senhor pensa da proposta de criação de um porto de carga para aquela área?

    Seria maravilhoso, generoso e benemérito destinar aquela área para de uso público de lazer para uma população da Zona Leste que não tem nada. Vem muita gente para a Copa do Mundo. Vão mostrar um porto no Encontro das Águas para os visitantes? Vamos continuar enfeiando um dos lugares mais bonitos do mundo?

    quarta-feira, 3 de julho de 2013

    Pirâmide de 5 mil anos atrás foi destruída por empresas em Lima, Perú



    5,000-year-old pyramid destroyed in Lima
    Photo by El Comercio
    Uma antiga estrutura arqueológica foi arruinada por construtoras privadas.
    Arqueólogos culpam duas empresas de construção pela a destruição de parte da pirâmide antiga no distrito de Lima de San Martin de Porres.
    A pirâmide de El Paraiso, localizada perto do rio Chillon, é uma das mais antigas estruturas construídas nas Américas, composta por 12 pirâmides e cobre mais de 64 hectares.
    O Arqueólogo Frederic Engel disse em um relatório que El Paraiso poderia ter abrigado entre 1500 e 3000 habitantes e exigiu mais de 100.000 toneladas de rocha para a construção, que foi tomada a partir das colinas que circundam a estrutura, e provavelmente foi usada para fins religiosos e rituais. A evidência mostra a cultura viva que havia a partir do final da Idade Pré-cerâmica (2000-3000 aC).
    Apesar de sua óbvia importância para a cultura peruana, esta pirâmide foi derrubada e queimada mais tarde por vários grupos clandestinos que entraram no local, no último sábado.
    O arqueólogo Marco Guillén Hugo estava no comando da pesquisa e escavação deste sítio e comunicou ao El Comercio que ele tinha razão para acreditar que duas empresas de construção privadas, Compañía y Promotora Provelanz E.I.R.L. e Alisol S.A.C Ambas, estavam por trás da destruição.
    Esta não é a primeira vez que eles tentaram assumir esta terra“, Guillén disse ao jornal. “Eles dizem que são os proprietários, mesmo que esta terra seja intocável.
    O Ministério da Cultura disse que, embora as empresas afirmem possuir a terra, está realmente sob controle estatal.
    A destruição da pirâmide, os arqueólogos afirmam, foi uma perda irreparável para a cultura e a história do Peru.

    Link:http://arqueologiaeprehistoria.com/2013/07/02/piramide-de-5mil-anos-atras-foi-destruida-por-empresas-em-lima-peru/

    terça-feira, 2 de julho de 2013

    01/JUL/13 - Ministra assina criação de Grupo de Arqueologia e Antropologia Forensi

     
    Data: 01/07/2013

     
    01/JUL/13 - Ministra assina criação de Grupo de Arqueologia e Antropologia  
     
     
    A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), assinou nesta segunda-feira (02), em Brasília, a portaria de criação do Grupo de Arqueologia e Antropologia Forense nesta segunda-feira (1º), em Brasília (DF).
    O colegiado, que vai assessorar a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), tem como objetivo adotar medidas visando a busca, localização, identificação arqueológica e antropológica de espaços e de ossadas de mortos e desaparecidos políticos, vitimados durante o período da ditadura civil-militar.
     “A condição dos mortos e desaparecidos políticos é nó fundamental a ser desatado pelos Direitos Humanos”, declarou a ministra, ao destacar que o grupo auxiliará nos trabalhos de locais como a Vala de Perus, Vila Formosa, Foz do Iguaçu e Araguaia.
    Além dos membros constituídos, o colegiado, que não terá remuneração, poderá convidar especialistas nacionais e estrangeiros para serem colaboradores eventuais. O grupo terá prazo de um ano para exercer as suas atividades, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período, devendo elaborar relatórios parciais e um final sobre o seu trabalho, que será avaliado pelo pleno da CEMDP.
    Composição - O grupo terá representantes da SDH/PR, da própria CEMDP, do Departamento da Polícia Federal (DPF), da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – MPF, arqueólogo, especialista em antropologia forense, de familiares de mortos, do Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e desaparecidos políticos e de grupos de direito à memória e à verdade.
     Buscas - Os membros da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos também definiram pela retomada do Grupo de Trabalho Araguaia (GTA). A ideia é produzir um relatório reunindo os documentos e indícios já encontrados, que poderá servir de base para novas buscas.

    Assessoria de comunicação social